Dicas para jogos disputados sem Juiz de Cadeira

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Com o intuito de conseguir consistência nos procedimentos, as orientações criadas para os árbitros pela ITF, passam a ser aplicadas para que os jogos de tênis sejam conduzidos de maneira similar em todo o mundo.

Certamente, poderão ocorrer problemas em alguns desses jogos, então é muito importante que o árbitro geral (e auxiliares) esteja observando as quadras o tanto quanto seja possível; Assim os jogadores se sentirão seguros em ter um fácil contato com um árbitro em caso de algum problema na quadra.

Seguem algumas orientações para conduzir as diferentes situações.

Disputas de Chamadas – para jogos não disputados em quadras de saibro.

Se o árbitro geral (ou auxiliar) é chamado à quadra por uma dúvida de chamada e ele não estava assistindo o jogo, ele deve perguntar ao jogador que fez a chamada (em seu próprio lado da rede) se ele/ela tem certeza da chamada. Se o jogador confirmar a chamada, o ponto permanece conforme esta chamada. Se após isso, parecer benéfico ter o jogo arbitrado, tente colocar um Juiz de cadeira o qual irá assumir todas as responsabilidades e chamadas em todas as linhas. Se isto não for possível (Ex.: nenhum juiz experiente, sem cadeira para juiz), a outra opção para o árbitro geral (ou auxiliar) é ficar na quadra para assistir o resto do jogo. Deve informar aos jogadores que irá corrigir quaisquer chamadas claramente erradas feitas pelos jogadores. Se o árbitro geral (ou auxiliar) estiver fora da quadra e acontecer de estar assistindo um jogo quando um jogador fizer descaradamente uma chamada errada, ele pode entrar na quadra e dizer ao jogador que a chamada errada foi uma “obstrução involuntária” para o adversário e o ponto será repetido. O árbitro geral (ou auxiliar) deve também dizer ao jogador que outras chamadas claramente erradas poderão ser consideradas como “obstrução hindrance” e resultará em perda do ponto. Além disso, uma violação de código por conduta antidesportiva pode ser dada se o árbitro geral (ou auxiliar) estiver certo que o jogador está descaradamente fazendo chamadas erradas.

  • Regra 26

OBSTRUÇÃO (HINDRANCE) Voluntária ou Involuntária – Se o jogador é obstruído em jogo deliberadamente por um ato de seu oponente(s), este jogador deve ganhar o ponto. Entretanto, o ponto deve ser repetido se o jogador que foi obstruído em jogo foi causado por um ato não intencional de seu oponente(s), ou alguma coisa fora do controle dos jogadores (não incluindo uma instalação permanente).

Caso 1: Um toque duplo na raquete não intencional é considerado obstrução? Decisão: Não.

Caso 2: O jogador reclama que parou o ponto porque pensou que seu oponente(s) foi obstruído. Isto é obstrução? Decisão: Não. O jogador perde o ponto.

Caso 3: Uma bola em jogo acerta um pássaro voando sobre a quadra. Isto é obstrução? Decisão: Sim, o ponto deve ser repetido.

Caso 4: Durante o ponto, a bola ou outro objeto está caído na quadra do mesmo lado do jogador e o ponto já tinha começado. Isto é obstrução? Decisão: Não

Caso 5: Em duplas, onde o parceiro do sacador e o parceiro do recebedor devem posicionar-se? Decisão: Ambos podem posicionar-se em qualquer posição em seu próprio lado da rede, dentro ou fora da quadra. Entretanto, se o jogador está criando uma obstrução ao oponente(s), a regra da obstrução deve ser usada!

Disputas de Marcas – somente em quadras de saibro.

Se o árbitro geral (ou auxiliar) é chamado para a quadra para solucionar uma dúvida, ele deve descobrir se os jogadores concordam sobre qual é a marca.

Se os jogadores concordam com a marca, mas discordam com relação à “leitura” da marca, o árbitro geral deve decidir se a marca mostra que a bola é dentro ou fora.

Se os jogadores discordam sobre qual é a marca, o árbitro geral deve descobrir através dos jogadores que tipo de golpe foi utilizado e para qual direção à bola foi golpeada. Este procedimento deve ajudar em decidir qual é a marca correta.

Se essa informação não ajudar, a chamada feita pelo jogador que está do lado onde está à marca permanece.

Disputas de Placar

Se o árbitro geral (ou auxiliar) é chamado para a quadra para resolver uma dúvida de placar, ele deve discutir os referentes pontos ou games com os jogadores para descobrir em quais pontos eles estão de acordo. Todos os pontos ou games os quais os jogadores concordam permanecem e somente aqueles onde houver discordância devem ser repetidos.

Por exemplo, um jogador reclama que o placar é 40-30 e seu oponente diz que está 30-40. Você discute os pontos com os jogadores e descobre que eles discordam somente em quem venceu o primeiro ponto no game. A decisão correta é continuar o game a partir 30-30, sendo que os dois jogadores concordam que cada um deles venceu dois pontos naquele game.

Quando a dúvida for um game, o mesmo princípio deve ser aplicado. Por exemplo, um jogador reclama que está ganhando por 6-5, mas seu oponente discorda, dizendo que ele está vencendo por 6-5. Após discutir os games com eles você descobre que ambos reclamam que ganharam o primeiro game. A decisão correta é continuar o jogo com o placar em 5-5, uma vez que os dois jogadores concordam que venceram cinco games cada um. O jogador que recebeu no último game disputado será o sacador no próximo game.

Após solucionar qualquer dúvida referente ao placar, é muito importante o árbitro geral (ou auxiliar) enfatizar o procedimento que o sacador deve anunciar o placar antes de cada 1o serviço, de forma clara o suficiente para que seu oponente possa ouvir.

Outros Temas

Existem vários outros temas que são difíceis de conduzir quando não há juiz de cadeira. Quando a dúvida envolver lets, not-ups e golpes “estranhos”, o árbitro geral (ou auxiliar) deve tentar descobrir dos jogadores o que aconteceu e confirmar a chamada que foi feita por um ou outro jogador, ou repetir o ponto se julgar apropriado.

Foot Faults somente podem ser chamados pelo árbitro geral (ou auxiliar) e não pelo recebedor. Entretanto, para chamar foot faults o árbitro deve estar dentro da quadra do jogo. Árbitros estando fora da quadra não estão autorizados a chamar foot faults.

Instruções, bem como outras violações de Código e Tempo somente podem ser impostas pelo árbitro geral (ou auxiliar), sendo de extrema importância a presença de árbitros observando a conduta de jogadores e técnicos.

Quando aplicado uma violação de Código ou Tempo, o árbitro geral (ou auxiliar) deve entrar na quadra o mais rápido possível após a violação e com poucas palavras informar o jogador que uma violação de Código ou Tempo foi aplicada.

Jogadores que não seguirem honestamente estes procedimentos estão sujeitos à conduta antidesportiva, conforme previsto no Código de Conduta, mas só poderá ser aplicado em situações muito claras.

Fonte: Confederação Brasileira de Tênis

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