Aprenda como escolher a corda ideal para sua raquete

Cordas para tênis

Cordas

Existem diferentes tipos, marcas e materiais de cordas disponíveis no mercado e para escolher uma boa corda, é preciso entender um pouco sobre elas. Com isso, separamos algumas especificações para ajudá-los na escolha da corda adequada para o seu estilo de jogo, uma vez que, cada tipo de corda possui vantagens e desvantagens.
As cordas podem ser feitas de Monofilamentos (mais rígidas e duráveis) ou Multifilamentos (mais confortáveis, e menos duráveis).

Categorias e Características dos diferentes tipos de cordas:

Corda Monofilamento: São cordas de um único filamento com ênfase na durabilidade, são bastante usadas por tenistas competitivos, profissionais e jogadores que rompem cordas com frequência. As cordas de monofilamentos são feitas normalmente de poliéster ou co-polímero, materiais que devido à sua menor flexibilidade, perdem tensão rapidamente. Não são muito indicadas para jogadores com problemas no punho e cotovelo, pois não proporcionam muito conforto e podem vibrar bastante. Variam pouco de marca para marca, pois não existem grandes avanços tecnológicos que possam fazer diferir sensivelmente um modelo de outro. Durante os últimos anos, algumas marcas tem se esforçado no avanço dessas cordas e na eliminação de seus principais pontos fraco.
Exemplos: Luxilon Big Banger Alu Power, Signum Pro Poly-Plasma, Kirschbaum, Babolat Pro Hurricane Tour

Corda Multifilamento: São cordas constituídas por um conjunto de feixes de micro fibras torcidas umas nas outras, que possuem vários filamentos microscópicos em sua construção, ajudando a eliminar as vibrações. As cordas de multifilamento são tipicamente mais confortáveis que as cordas monofilamento, devido ao efeito de amortecimento das centenas ou milhares de micro fibras. O efeito resultante é uma sensação mais confortável, e por isso, recomendada para jogadores que sofrem de problemas no braço.
As cordas multifilamentadas mantêm mais a tensão, proporcionando maior elasticidade e melhor jogabilidade, mas em compensação, partem com mais facilidade, pois tendem a quebrar logo depois que o envoltório exterior é danificado.

Corda Híbrida: É a junção de duas cordas com diferentes filamentos: uma mais durável na vertical e uma mais macia na horizontal. É uma mescla de características que permite ao tenista obter o melhor desempenho possível de modo a aumentar a jogabilidade, o conforto e a durabilidade.
Dificilmente encontraremos no mercado, cordas que consigam proporcionar essas diferentes sensações ao mesmo tempo. As cordas híbridas buscam oferecer encordoamentos mais completos, fazendo com que o tenista possa usufruir do conforto+durabilidade da corda. Normalmente, em uma raquete a corda que se rompe primeiro é a principal (vertical), pois são as que se movem mais. É por isso que nos encordoamentos híbridos a corda da vertical é mais resistente, e a da horizontal mais elástica e confortável. Existem várias combinações possíveis de cordas, e como é possível criar combos individuais, cordas híbridas estão de tornando bastante popular.
Existem também algumas cordas híbridas já embaladas, exemplos: Babolat Hybrid Pro Hurricane + N V.y, Babolat Rpm Blast + Vs, Wilson Sensation Duo

Conhecendo esses grupos, vamos analisar as características de cada um e como são divididos:

Monofilamento

  • Poliéster
    As cordas de poliéster por serem de monofilamentos, duram mais e “correm” menos na raquete do que cordas multifilamentadas, mas também são menos confortáveis.
    As cordas de poliéster tem uma excelente relação custo x benefício e normalmente são usadas por tenistas que precisam encordoar várias vezes durante a semana, pois este é o tipo de corda que mais perde tensão e transmite vibrações para o braço.
    Pode ser interessante usá-las de maneira híbrida, ou seja, junto com cordas mais macias nas tramas horizontais, pois assim proporcionam maior controle, potência e efeito.
    É um tipo de corda em que se pode ter tanto potência quanto controle, e para isso, é preciso apenas ajustar a tensão da corda para o estilo de jogo de cada tenista. Sua estrutura é simples, pois consistem de uma única fibra de poliéster com um revestimento fino, podendo ser encontradas em diferentes espessuras: 1.22 | 1.25 | 1.28 | 1.30 | 1.35, que lhe permite escolher entre elasticidade e durabilidade.
    Exemplos de cordas: Babolat Duralast, Head Competition II, Toalson Polytech Evo, Gamma Poliéster, Tecnifibre Polyspin, Wilson Enduro.
  • Co-polímeros
    Os co-polímeros têm um toque muito parecido ao poliéster. É o tipo de monofilamento que menos perde tensão e um dos que menos transmite vibrações. Isso ocorre porque as cordas em co-polímero possuem muito mais tecnologia em sua construção, para começar pelos inúmeros materiais que as compõem. Atualmente, são os mais usados pelos profissionais, pois também oferecem excelente durabilidade e sensação distinta. Por isso, ao contrário das cordas de poliéster, os co-polímeros possuem algumas distinções de marca para marca e até mesmo entre modelos da mesma marca.
    As cordas de co-polímeros têm custo mais alto que as cordas de poliéster, mas já são indiscutivelmente de maior qualidade.
    Exemplos de cordas: Head Ultra TourTopspin Cyber Blue, Pacific Poly Power Pro, Unique Big Hitter, Topspin Cyber Flash, Tecnifibre Pro Red Code, Babolat RevengeBabolat Pro Hurricane
    Tem as cordas que reúnem as principais tecnologias de suas marcas, e com isso, perdem menos tensão, deslizam menos com as batidas e praticamente não vibram.
    Exemplos de cordas: Babolat Pro Hurricane Tour, Luxilon Alu Power e Luxilon Original, Signum Pro Poly Plasma, Pacific Poly Force,Babolat Rpm Blast

Multifilamento

  • Nylon
    Cordas de nylon estão entre as cordas de tênis mais econômicas, pois não possuem tecnologias muito específicas em sua construção. Normalmente são feitas de um único núcleo de nylon e vários envoltórios resistentes que ajudam a reduzir a perda de tensão, que é comum nesse tipo de corda. É a opção de corda frequentemente mais utilizada pelos tenistas, pois é um bom material para cordas de tênis, devido ás excelentes propriedades dinâmicas do nylon (polímero). Os diferentes tipos de construção (material de revestimento e o ângulo de revestimento) influenciam significativamente nas características de jogabilidade da corda.
    Existem também as cordas de nylon com revestimentos múltiplos, que oferecem melhor qualidade, se comparado às cordas de nylon com um único revestimento. Por serem multifilamentares, não são consideradas desconfortáveis e, devido ao baixo custo e à boa durabilidade (normalmente têm espessuras grossas, entre 1,30 mm e 1,38 mm) são muito procuradas por tenistas que quebram cordas com frequência.
    Exemplos de cordas: Wilson Tournament, Head Tournament, Pro- Kennex Performer, Sigma Nylon.
  • Tripas Sintéticas
    São cordas sintéticas de alta tecnologia que estão sendo aprimoradas para proporcionar boa jogabilidade e conforto, mantendo a vantagem da durabilidade dos materiais sintéticos. As tripas sintéticas possuem várias características e subdivisões, como por exemplo, existem as cordas mais econômicas, as que oferecem melhor custo x benefício, as que se aproximam da tripa natural e as que são específicas para efeitos. Este tipo de corda costuma ter de 120 a 1500 filamentos de materiais, espessuras e densidades diferentes em sua composição.
    Isso significa que elas podem ser extremamente confortáveis, de excelente toque, efeitos e de custo elevado. Em geral são cordas que se diferem do nylon por possuírem maior quantidade de filamentos, além da presença de melhores materiais em sua composição, deixando-as mais confortáveis, mas, muitas vezes, menos duráveis quando comparadas com as cordas em nylon. Se comparadas as tripas naturais, a tripa sintética consegue um excelente equilíbrio entre qualidade e preço.

Econômicas: Babolat Super Fine Play, Prince Synthetic Gut Duraflex, Gamma Challenger, Pacific Syntec, Babolat Synthetic Gut,Babolat Long Life, Babolat Extra Speed

Custo x benefício: Wilson Stamina (durabilidade), Babolat Attraction (conforto), Conquest (velocidade), Babolat Syntronic Brio (conforto / potência), Babolat Conquest Ti (velocidade/durabilidade), Babolat N.Vy (potência / controle), Pacific Power Line (versatilidade), Prince Multifilament (conforto), Yonex Ti 880 (eliminar vibração), Head Fibergel Power (velocidade/eliminar vibração)

Top de linha: Babolat Xcell Premium, Tecnifibre X-One Biphase, Gamma Live Wire Professional, Pacific PMX, Wilson Nxt 16, Wilson Hollow Core, Prince Recoil, Head Rip Control

Efeitos: Babolat Conquest Rough, Head Fibergel Spin

Prevensão de dores e vibrações: Babolat Attraction Power, Wilson Sensation, Babolat XCell Power, Pacific Powerline,Gamma TNT 2, Yonex TI 880, Wilson Nxt ControlToalson Cyber Nylon Tour

Enfim, são vários fatores que diferem entre as características da tripa sintética, como: qualidade, conforto, preço, potência, menor vibração, durabilidade e sensação. Com isso, para alcançar o melhor desempenho da corda, o ideal é testar alguns modelos para saber qual é a melhor para seu estilo de jogo.

  • Tripas Naturais
    Tripa natural é o tipo de corda com maior elasticidade, jogabilidade e performance. As cordas de tripa natural são macias e oferecem muito controle, mas são extremamente frágeis. É preciso ter cuidado, pois variam muito de tensão, especialmente se a temperatura variar bastante.  Como todas as cordas, existem algumas desvantagens na tripa natural, como: preço mais elevado, sensibilidade ao clima, pouca durabilidade e altíssimo custo, e com isso, não é muito utilizada pelos tenistas do dia-a-dia. O motivo de ser tão cara é porque sua fabricação é bastante complexa. Estas cordas utilizam como matéria prima à tripa do intestino da vaca ou do carneiro e exige muito trabalho para transformá-la em corda. Longas faixas de intestino são limpas para expor a camada de colágeno, conhecida como “serosa”, então elas são cortadas em faixas, secadas no sal por várias semanas, entrelaçadas para formar a estrutura de uma corda, e depois de colocada para secar por aproximadamente um dia. Depois então é coberta por uma camada de proteção de poliuretano e finalmente embalada para ser comercializada. A elasticidade da tripa natural é aparentemente devida à necessidade do intestino de expandir-se drasticamente quando recebe uma grande refeição, e de contrair-se após a digestão. Tripa natural é a opção de corda para os jogadores que procuram melhor desempenho de sua raquete e que tem problemas no punho e cotovelo.
    Antigamente era a escolha principal da maior parte dos jogadores do ranking ATP e WTA, mas hoje em dia é mais utilizada em encordoamentos híbridos, combinando cordas de poliéster nas verticais e tripa natural nas horizontais.
    Hoje, como houve um avanço na qualidade das cordas sintéticas, devido o emprego de novas tecnologias na fabricação, as tripas naturais foram perdendo gradualmente sua popularidade entre os jogadores de ponta.
    Exemplos de cordas: Babolat Vs, Babolat Vs Touch, Babolat Tonic +, Gamma Natural, Pacific Natural, Wilson Natural

Análise sobre alguns fatores que devem ser considerados na hora de escolher a corda, o encordoamento e a tensão para sua raquete:

Cordas
Cordas feitas do mesmo material, construção e espessura têm características muito similares, independente de qual seja sua marca. Apesar dos fabricantes dedicarem tempo e esforços para criarem uma imagem exclusiva de suas cordas, os resultados de teste científicos demonstram que o material, a construção e a espessura são muito mais importantes do que a marca da corda na determinação de suas características. Dentre essas três variáveis, o material do qual a corda é feita, é de longe a característica mais importante.

Quanto menos rígida for uma corda, mais confortável será a rebatida de um golpe.
A tripa natural é o material menos rígido e mais elástico, seguido respectivamente pelas tripas sintéticas, nylon e poliéster.
As cordas perdem elasticidade e tensão com o tempo, seja qual for o uso, e isso influência negativamente na jogabilidade, por isso que não é indicado jogar com a mesma corda mais de 2 a 3 meses.
As cordas quebram mais facilmente quando se joga com muito “top spin”. Elas correm e saem do lugar mesmo quando seminovas e ressecam (cada uma no seu tempo) de acordo com a armazenagem da raquete.
Uma corda com menor espessura irá gerar mais saída de bola, cordas mais finas tendem a produzir mais spin e cordas mais macias vibram menos. “A corda é considerada como a alma de uma raquete” e cada jogador tem diferentes necessidades e preferências, com isso, vale a pena analisar a característica de cada uma na hora de escolher o encordoamento.
No entanto, quando o assunto é corda, é preciso estar atento a mais um importante fator: a espessura.

Espessura
A espessura de uma corda influência muito. A medida da espessura das cordas varia desde 15 (a mais grossa) até 19 (a mais fina). Geralmente, cordas mais finas oferecem maior jogabilidade do que as mais grossas, independentemente do seu material, e também produzem mais spin, uma vez que as cordas “mordem” mais na bola. Existe uma infinidade de modelos no mercado e essa enorme gama de cordas visa atender cada demanda específica dos tenistas. Seguramente não será difícil encontrar um tipo que se encaixe no que você precisa.

Espessuras Finas – 1.20 | 1.23 | 1.25 | 1.28 – Proporcionam maior velocidade, sensibilidade, absorção de impacto e aceleração de spin, mas menor durabilidade. Para quem procura qualidade de jogo, o ideal é usar uma corda mais fina, pois este tipo de corda é sensivelmente melhor para quase todas as características de jogo, exceto durabilidade.
Espessuras Grossas – 1.30 | 1.32 | 1.35 | 1.38 – Proporcionam maior durabilidade e potência, mas em compensação, diminui a velocidade de bola, o efeito e a absorção de impacto.
Quanto maior a espessura, maior durabilidade.
Quanto menor a espessura, maior potência e conforto.

Medidores de corda e diâmetros em milímetros:
15 = 1,41-1,49 milímetros | 15L = 1,34-1,40 milímetros
16 = 1,26-1,33 milímetros | 16L = 1,22-1,26 milímetros
17 = 1,20-1,24 milímetros | 17L = 1,16-1,20 milímetros
18 = 1,10-1,16 milímetros | 19 = 1,00-1,10 milímetros

Tensão
A escolha da tensão da raquete é tão importante como a escolha da corda, mas muitos tenistas não dão a atenção necessária. A maioria dos tenistas iniciantes não entende muito bem sobre qual tensão colocar na hora de encordoar sua raquete. Com isso, seguem algumas dicas:

  • Jogadores Iniciantes: Um jogador iniciante necessita de potência e controle de bola, pois a dificuldade em manter a bola dentro da quadra é maior e seu swing é curto. Nesse caso, o indicado é uma tensão de média para baixo do sugerido da raquete (mesmo não proporcionando tanto controle), acompanhado de uma corda macia, de espessura fina e flexível. A corda com tensão mais baixa faz uma espécie de “estilingue” na hora da batida na bola, proporcionando maior potência nos golpes, consequentemente, menos esforço para o braço. Cada raquete tem uma especificação de tensão determinado pelo fabricante (e não é indicado ultrapassar o limite máximo, porque isso pode diminuir a vida útil da raquete). Com isso, o encordoamento inicial deve ser de acordo com a tensão média indicada na raquete, e posteriormente, pode ser ajustada com pequenas variações para mais ou para menos, conforme a necessidade do jogador. O indicado é que o encordoamento seja com “quatro pontos”, pois assim a pressão no aro da raquete é menor e as cordas afrouxam menos.
  • Jogadores Avançados: Para os tenistas que já estão em um nível avançado no tênis, e que executam golpes mais amplos e rápidos, a tensão alta é a melhor recomendada, pois proporciona maior controle de bola e precisão nos golpes. O controle de bola aumenta, mas a potência diminui; o que não vai interferir no rendimento, pois a mesma fica por conta do longo e rápido swing do jogador e do peso da raquete (que normalmente é maior).

Existem jogadores que preferem usar tensões (quantidade de libras/kgs) diferentes em um mesmo encordoamento mesmo não sendo com corda híbrida. Nesse caso a libragem maior deve ser nas cordas verticais.

Enfim, não existem regras específicas para definir a tensão que cada tenista deve usar. Cada caso deve ser analisado individualmente por um bom profissional da área, que verá o tipo de raquete, corda, swing e estilo de jogo do tenista.

3 comentários

  1. ola amigo…exelentes dicas completas e objetivas continuem assim…parabens

  2. Gerson neto disse:

    bom dia
    sou tenis a 10 anos joga 3 vezes em quadra saibro
    tem 1 mes que estou jogando com uma babolat pure drive gt 300g 16/19 cordas,
    cordas gamma profissional ou outra de multifilamento ,tenho histórico de lesões no braço ( cotovelo e ombro operado) extilo de jogo agrecivo tipo saque volei .
    pergunta qual lbs seria ideal !
    abraço e obrigado

  3. JogandoTênis disse:

    Olá Gerson!
    Analisando sua pergunta, é possível observar que utiliza uma raquete equilibrada e que esse modelo já auxilia no conforto e potência, dificultando o aparecimento de lesão.
    Em relação a tensão, realmente é um fator importantíssimo a se preocupar, pois tem uma grande influencia do desempenho do jogador. Quanto a tensão ideal, não existem regras específicas para definir a que se deve usar, pois vária de jogador para jogador.
    Com isso, como tem um histórico de lesão, seguem algumas regrinhas básicas quanto a lbs:
    - a velocidade de bola e o conforto são características que as tensões baixas proporcionam;
    - tensão baixa, aumenta a absorção ao impacto, diminuindo a vibração e, consequentemente a lesão.
    Verifique a recomendação de libragem de sua raquete e comece seus testes pela média. Assim, é possível num segundo encordoamento, variar esta tensão para mais ou menos, ajustando melhor a raquete a sua necessidade.

    Espero ter ajudado!

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